sexta-feira, agosto 18, 2017

SNS - as conquistas sociais e o seu aproveitamento


_________________________________________________________32% das camas de internamento estão em hospitais privados

Privados crescem à boleia 

de cortes na Saúde


As unidades de saúde privadas cresceram na última década à sombra dos cortes no Serviço Nacional de Saúde. Em entrevista ao DN, o presidente da associação do sector revelou que os privados já têm 32% das camas de internamento.  

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[O Hospital da Luz, em Lisboa, é a principal unidade de saúde do grupo Luz Saúde (ex-Espírito Santo Saúde), propriedade do grupo mexicano Angeles]
Óscar Gaspar, antigo dirigente do PS e secretário de Estado da Saúde, revelou que as unidades privadas de saúde têm 11 mil camas de internamento, o que corresponde a 32% do total. O actual presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) defende ainda a manutenção das parcerias público-privado nos hospitais de Braga e Cascais, mas também de novas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que venham a ser construídas, como o hospital de Lisboa Oriental.
O sector privado da Saúde aproveitou a última década de cortes nos serviços públicos, nomeadamente no SNS, para crescer. As transferências do Orçamento do Estado para o SNS em 2015 ficaram praticamente ao nível de 2005: de acordo com o relatório e contas do SNS, foram cerca de 7,8 mil milhões de euros – menos do que Portugal tem vindo a pagar anualmente em juros da dívida nos últimos anos.
O aproveitamento dos grupos privados da Saúde fica ainda mais claro quando Óscar Gaspar fala ao Diário de Notícias sobre os locais onde estão previstos investimentos de 500 milhões de euros nos próximos três anos. Para além das regiões autónomas, onde os hospitais privados já são mais numerosos que os públicos, a aposta passa por regiões onde existem carências na oferta pública, seja no interior ou na periferia dos grandes centros urbanos.
Em Almada, onde o Hospital Garcia de Orta sofre com os sucessivos adiamentos da construção de um hospital público no concelho vizinho do Seixal, abriram recentemente duas unidades de dois grupos privados distintos.
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um minar continuado 
de décadas de governação cúmplice PS/PSD/CDS 
contra direitos constitucionais 
em favor dos negócios que exploram conquistas sociais 
(e socialistas no sentido ideológico do vocábulo!) 

Comunicado nº 6



quinta-feira, agosto 17, 2017

Como o "cartoonista" privativo viu um discurso - 2


 o discursador apresentou os 1ºs de cada uma das listas a que a CDU concorre






porque será que meteu ali um V?
porque "joga em casa"?

de Caxarias fala sempre 
do 1º emprego 
e de ter sido "rei do tango"









de Fátima tem muita coisa para dizer... mas disse pouco.
há segredos para depois das eleições!

Como o "cartoonista" privativo viu um discurso - 1




servindo-se de plasticina de brincar da neta do discursador (e filha dele) e da sua máquina fotográfica












num almoço de convívio e apresentação de candidatos
passo a passo, até as barbas ficarem brancas












segue
(a doses de 4)

quinta-feira, agosto 10, 2017

segunda-feira, agosto 07, 2017

NUNCA MAIS!

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Lembrando Hiroxima e Nagasaki, 
em Almada exigiu-se o desarmamento nuclear

7 DE AGOSTO DE 2017

Por iniciativa do Movimento Municípios pela Paz, da Câmara Municipal de Almada e do CPPC, realizou-se este domingo, em Almada, uma acção que visou assinalar o 72.º aniversário do bombardeamento nuclear de Hiroxima e Nagasaki, e exigir o desarmamento nuclear.

O presidente da Câmara do Seixal (que coordena o Movimento Municípios pela Paz) interveio junto ao mural em defesa da paz executado pelo Colectivo Aleutas, em Almada. 6 de Agosto de 2017
Na iniciativa, que decorreu no Jardim do Rio e contou com actividades lúdico-pedagógicas sobre a paz, oficinas de arte urbana e a inauguração de uma pintura mural alusiva à paz da autoria do Colectivo Aleutas, o momento protocolar esteve a cargo dos presidentes das entidades promotoras: Joaquim Judas, pelo município anfitrião; Joaquim Santos, pela Câmara Municipal do Seixal; e Ilda Figueiredo, pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC).
Municípios pela Paz
O Movimento Municípios pela Paz surgiu no Seixal, a 29 de Outubro de 2016, como resultado de uma iniciativa conjunta do município seixalense e do CPPC, que teve como objectivo «ampliar a actividade que se desenvolve no plano municipal na promoção da paz, designadamente na educação, na cultura e no desporto para a paz».
Os 14 municípios ali representados «acordaram um conjunto de compromissos pela paz, destacando-se a decisão de promover um calendário de iniciativas públicas» como a que este domingo teve lugar em Almada para assinalar os bombardeamentos nucleares de Hiroxima e Nagasaki, informam o CPPC e a Câmara Municipal do Seixal nas respectivas páginas.
«Hiroxima e Nagasaki nunca mais!»
Num comunicado emitido a propósito do 72.º aniversário dos «criminosos bombardeamentos nucleares dos EUA sobre Hiroxima e Nagasaki, a 6 e 9 de Agosto de 1945», em que evoca «as centenas de milhares de mortos e os que desde então sofrem os efeitos da radiação», o CPPC afirma que «é mais premente do que nunca a exigência da abolição de todas as armas nucleares no mundo». Uma exigência «que assume um carácter de urgência e de defesa da própria humanidade», sabendo-se que «a potência das bombas nucleares hoje existentes é várias vezes superior às utilizadas sobre as cidades japonesas e que os actuais arsenais saldam-se em cerca de 15 mil ogivas (1800 das quais em estado de alerta máximo)».
No documento, o CPPC sublinha a gravidade da situação no momento em que «se acentua a tensão e sobe de tom a corrida aos armamentos, o militarismo, o intervencionismo e a guerra», salientando, neste espectro, a acção «particularmente grave» dos EUA, que gastam com o seu arsenal nuclear mais do que todos os outros países juntos e que sozinhos assumem mais de um terço do total das despesas mundiais com armamento.

Valorizando a adopção por 122 países, no dia 7 de Julho, de um Tratado para a Proibição de Armas Nucleares, pela conferência das Nações Unidas – pese embora a não participação das potências nucleares e da generalidade dos membros da NATO (incluindo o Governo português) –, o CPPC apela à mobilização em torno da «abolição de todas as armas nucleares e de destruição massiva», do «desarmamento geral e controlado», da «rejeição da instalação do sistema anti-míssil dos EUA/NATO e do fim das bases militares estrangeiras», bem como da «defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas em prol da paz, da soberania dos Estados e da igualdade de direitos dos povos».

quarta-feira, agosto 02, 2017

segunda-feira, julho 31, 2017

VENEZUELA - OUTRA INFORMAÇÃO

|VENEZUELA

abrilabril

Processo constituinte avança 

com mais de 8 milhões de votos

Mais de oito milhões de pessoas votaram, este domingo, 
nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), 
representando uma taxa de participação de 41,53%. 
Nicolás Maduro sublinhou a grande «legitimidade popular»
lograda pelo órgão constituinte.
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A participação nas eleições para a ANC foi revelada ontem à noite por Tibisay Lucena, presidente do Poder Eleitoral venezuelano, que divulgou alguns dos nomes dos 364 eleitos a nível territorial, e referindo que os resultados a nível sectorial – são eleitos 173 de 2574 candidatos – ainda não estavam fechados.
Falando na sede central do Conselho Nacional Eleitoral, em Caracas, Lucena disse que «o balanço é extremamente positivo porque ganhou a paz e, quando ganha a paz, ganha a Venezuela», informa a TeleSur.
Lucena saudou o povo venezuelano por «esta maravilhosa participação», apesar da violência e das ameaças, e saudou também aqueles que, «não tendo ido votar, recusaram a violência, participando de forma passiva, sem violência, num quadro democrático».

Chavismo: maior votação em 18 anos

Depois do anúncio feito por Lucena, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, falou para alguns milhares de pessoas reunidas na Praça Bolívar, na capital, salientado a «grande legitimidade popular» que assiste à ANC. «Tem a força da legitimidade, a força moral de um povo que, de maneira heróica, em condições de guerra, foi votar e dizer: queremos paz, tranquilidade», disse.
Maduro congratulou-se com o facto de o chavismo ter alcançado a maior votação dos últimos 18 anos e enalteceu a «lição de coragem e valentia» dada pelo «bravo povo». «O que vimos hoje é admirável», frisou.
O chefe de Estado revelou ainda que uma delegação do governo, liderada por Delcy Rodríguez, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, manteve reuniões ao longo de várias semanas com dirigentes da oposição, para que esta participasse no processo constituinte. Maduro chegou inclusive a propor-lhes o adiamento das eleições por um período de duas semanas para que se pudessem inscrever e fazer campanha, mas os dirigentes da oposição acabaram por recusar – atitude que o presidente da República classificou como cobarde, indica a Alba Ciudad.

Milhares votaram no Poliedro de Caracas

Ao longo do dia, muitos milhares de pessoas que não puderam votar em diversos locais da Área Metropolitana de Caracas, sobretudo na sua zona mais oriental, devido às acções de violência que ali têm ocorrido com frequência e às ameaças que sofreram por parte da extrema-direita, conseguiram exercer o seu direito ao voto num local de recurso de grandes dimensões que o CNE instalou no Poliedro de Caracas.
Deste modo, ficou bem patente que, também nas zonas mais orientais de Caracas, o apoio foi grande à Assembleia Nacional Constituinte, num processo que visa, entre outros aspectos, fortalecer a soberania e a independência da Venezuela; garantir a paz e o diálogo, face à violência da oposição de direita; ultrapassar o sistema rentista do petróleo; dar poder constitucional às comunas; proteger e ampliar as conquistas consagradas na Constituição de 1999.

GNB assassinado e ataques a 200 locais de voto

Vladimir Padrino López, ministro venezuelano da Defesa, numa conferência de imprensa em que também esteve presente o ministro do Interior, Néstor Reverol, saudou o povo venezuelano pela participação nas eleições deste domingo, que «têm como objectivo reafirmar a nossa independência», num contexto em que o imperialismo e os seus «lacaios» – também mediáticos – «atacaram duramente a Venezuela», afirmou.
Padrino López disse ter conhecimento de um grande número de ataques a sedes do CNE, incluindo a central, bem como a 200 locais de voto. Lamentou, ainda, o assassinato de um sargento da Guarda Nacional Bolivariana em La Grita, no estado de Táchira.
Por seu lado, Néstor Reverol destacou o trabalho dos 146 mil homens e mulheres das forças policiais e de segurança do Estado no processo eleitoral, contribuindo para que as acções de violência fossem neutralizadas de forma imediata, informa a Alba Ciudad.
Classificou como «acção terrorista» o ataque com explosivos, em Altamira, a agentes da Guarda Nacional Bolivariana, oito dos quais ficaram com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, e revelou que, em todo o território venezuelano, 21 agentes foram feridos com armas de fogo. Todos estes casos estão a ser investigados pelo Ministério Público.

Solidariedade com a Venezuela Bolivariana

Por iniciativa do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), organizações que integram o Conselho Mundial da Paz «convergiram numa expressão de solidariedade com a Venezuela bolivariana», subscrevendo um texto que foi enviado ao Comité de Solidariedade Internacional (COSI) e ao presidente e ao governo da República Bolivariana da Venezuela.
Nele se repudiam «as acções de ingerência, guerra económica e agressão» contra o país caribenho e o seu povo; se condenam «os actos criminosos de extrema violência perpetrados por grupos terroristas contra o povo venezuelano e a sua liberdade, segurança e bem-estar»; e se expressa «a solidariedade às forças patrióticas, democráticas, progressistas, anti-imperialistas venezuelanas, nomeadamente ao Comité de Solidariedade Internacional (COSI), que defendem os direitos, interesses e aspirações do povo venezuelano e a independência da sua pátria – a República Bolivariana da Venezuela – e a sua Constituição».