terça-feira, dezembro 24, 2013

O Estado de direito, os tribunais e o estado da direita - recortes

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Quase em paralelo com o chumbo do TC, o Tribunal de Contas destaca, na Conta Geral do Estado de 2012, a "omissão de 1045 milhões de euros, por benefícios atribuídos a SGPS (sociedade gestoras de participações sociais)", modelo de organização usado por grupos económicos.
O Fisco dá uma explicação fatelosa ao nível do bando que nos desgoverna para explicar o inexplicável , sem responder seriamente (mas quem espera que haja gente séria neste desgoverno?) ao alerta do Tribunal de Contas para a excessiva concentração dos benefícios fiscais em poucas empresas e entidades públicas. Revela o Tribunal de Contas que considerando os cinco principais tipos de benefício em sede de IRC, que correspondem a mais de 60% de toda a despesa fiscal, quase metade (48,2%) está concentrada nos dez maiores beneficiários que deixaram de pagar 132 milhões de euros. O grau de concentração cresceu em relação a 2011, ano em que as dez principais beneficiárias absorveram 44% destes benefícios. Um saco onde ir buscar os chorados 400 milhões.
Isto  prova à saciedade que este desgoverno governa a favor dos mais ricos e poderosos. Tendência que aumenta de ano para ano. Os benefícios fiscais concedidos às empresas em 2012, e relativos ao ano de 2011, cresceram 91 milhões de euros. Em sentido inverso evoluiu a despesa com os benefícios fiscais dos contribuintes indibuividuais, em sede de IRS, que baixou 106 milhões de euros em 2012.

Entre 2010 e 2012, os benefícios fiscais às empresas aumentaram 157 milhões de euros  e o número de empresas, de grandes empresas reduziu-se subtancialmente, como o Tribunal de Contas sublinha. No mesmo período, os benefícios aos particulares caíram 130 milhões de euros.
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(de Manuel Augusto Araújo
Praça do Bocage)

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