quarta-feira, novembro 27, 2013

No dia de hoje. Reflexão lenta

Hoje, o momento exige-me uma reflexão lenta. Mastigada.

Ontem, foi o dia nacional da indignação. E - e porque - foi o dia em que se aprovou, na Assembleia da República, o orçamento de Estado para 2014, com os votos (menos um) de uma maioria que, evidentemente, já não existe nos eleitores (nos que a elegeram e nos que abdicaram de escolher), que não existe na realidade em que vivemos, os portugueses (os que cá estão e os que abalaram). 
Ontem, teria sido o dia em que culminou uma caminhada de protestos e de manifestações (no sentido lato) face às opções de um um governo, de uma política. De um sistema que se (des)mascara.
Teria havido uma mudança nas formas de luta. Da luta organizada que vinha caminhando para acontecer essa mudança. Depois dos muitos (quantos!) passos quantitativos, um salto qualitativo. Porque condições subjectivas se vieram juntar às condições objectivas, diria alguém.
Ter-se-ia passado da defesa e do contra-ataque ao ataque continuado, diria o léxico futebolístico.
Mas. Mas não nos iludamos. Este "jogo" não tem 90 minutos com eventuais prolongamentos de meia hora e desempate por penalties.

A luta continua. Contínua para alguns. Os imprescindíveis, disse Brecht. Os que levam o "jogo" até ao futuro. Humano.

6 comentários:

cid simoes disse...

É na luta que se formam os guerreiros.

samuel disse...

Por quantos "prolongamentos" se mostrarem necessários!

Abraço.

olga disse...

É tão continuadamente bom ouvir-te e ler-te! Vamos nos encontrando por aí na luta contínua.
Olga

Maria disse...

Um caminho que não tem fim.
Beijo.

Graciete Rietsch disse...

Não desistimos e portanto chegaremos ao fim da estrada.

Um beijo.

Olinda disse...

Ê hora de afirmar a luta !O nosso Partido ê um exemplo,que mesmo nas situacoes mais adversas,sempre esteve ao lado dos trabalhadores.

Um beijo