quinta-feira, setembro 21, 2017

Comunicado11 e -hoje! - Ourém na RDP-antena1




CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 11

Depois das apresentações dos 1ºs das listas da CDU-Ourém à Assembleia Municipal e à Câmara e da lista à AF de Fátima, e de outras acções desta campanha eleitoral DIFERENTE, foi feita a apresentação da lista à AF da N.S. da Piedade, que tem como 1º nome António Lains Galamba que, ao seu estilo, fez uma bela intervenção que só com dificuldade se não transcreve na íntegra (é possível ler no facebook):

“Tenho-vos diante e seria, talvez, fácil de cumprir o que de mim esperam, se apenas fosse minha obrigação ditar-vos as nossas propostas para a nossa terra. O nosso projecto que faz de nós, comunistas e ecologistas, gente diferente na dignidade com que cumprimos a cidadania. Seria fácil papaguear o que, de outra forma, vos obrigaria a ler, procurar, investigar.
Contudo, porque são a minha gente na minha terra – ou também a minha terra, conquanto seja hoje não apenas o menino que se habituaram a ver brincar nestes jardins feitos calçada mas também o alentejano de estaca – quero falar-vos menos daquilo que nos distingue e mais daquilo que nos faz dignos da humanidade que transportamos.
Sou filho da burguesia. Decadente, é certo, mas da burguesia. A minha infância não foi de faltas e ausências como o foi a de muitos meninos com que brinquei e amei.
Muitos de vós (se não todos!) terão de mim, antes da distância que nos trouxe Lisboa e a minha faculdade, a imagem do miúdo activo da JS. Não nego, antes me orgulho, dos bons e irrepetíveis momentos de camaradagem e amizade que passei naquela estrutura partidária. Sem embargo, cedo soube ser um homem de esquerda desalinhado com o rumo daquele partido. Formatado pelo «amplamente difundido» e tendo como tal a verdade, também não me revia nos «crimes horrorosos» do comunismo. Entrei na faculdade e abandonei a JS. Mas estava, sentia-o, órfão de uma casa para partilhar o colectivo que, primatas, sempre ambicionamos.
(…)
Conheci o analfabetismo político, estou por isso em condições de o combater. Conheci a solidão do individuo, partilho pois, hoje, de mim melhor que nunca.
Comigo, trago operários, camponeses, assalariados agrícolas do Alentejo não muito diferentes, na condição, das gentes de Ourém (que vivem à conta da sua força de trabalho) – ainda que em tempos diferentes de aparente transformação. (…) Comigo, como com todos os comunistas, está a força (a dignidade e a coragem, como me disse, num prefácio que fez a um livro meu José Casanova) t\ransformadora do sonho. De homens e mulheres que não estão na politica para dela se servir mas sim para servirem – com o seu sacrifício – os seus iguais. 
(…)
Este é, pois, o linho em que me teço. Com que se tecem os homens e mulheres, gente boa, que ingressando na lista que hoje e aqui apresentamos, têm apenas um compromisso: defender o lado certo da história, porque nele habitam a maioria, exército de excluídos pelo capitalismo e pela sua exploração.
As nossas propostas – autárquicas, para o caso – estão escritas. E nós somos gente de palavra! Palavra! Palavras belas e verdadeiras, como a dignidade e coragem, do meu amigo de que hoje vos falei.”

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Entretanto, a 19, começou a campanha eleitoral. A oficial.
A juntar aos muitos questionários e entrevistas a que os nossos candidatos têm dado resposta, vai iniciar-se um ciclo de debates com diferentes promotores, entre os cabeças de lista à Câmara Municipal:
- na 5ª feira, 21, na RDP-antena 1, às 15 horas nos estúdios da RTP, em Coimbra, com transmissão directa;
- na 6ª feira, 22, às 21 horas (com público) na Escola Profissional de Ourém, promovido pelo Jornal de Leiria;
- na 3ª feira, 26, às 21 horas (com público) também na EPO, promovido pelo jornal digital médio-tejo.net.

E, naturalmente, procurarão intensificar-se os contactos e um fecho de campanha com uma sessão sempre com intenção de esclarecer as nossas posições e contrariando o dispendioso espectáculo e promessas vazias.


sexta-feira, setembro 15, 2017

quinta-feira, setembro 14, 2017

COMUNICADO 10

CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 10

ßß      No enunciado de pontos de referência de PROPOSTAS (sucintos pois a sua explanação só é possível no conhecimento de situações a que a CDU está alheia e após participação real das populações), é necessário afirmar claramente que, no plano autárquico, a cidade de Fátima (e de certo modo a freguesia urbana da Senhora da Piedade) tem de ser vista como parcela integrada e mobilizadora de equilibrado desenvolvimento, não como corpo estranho no todo municipal, nunca como pólo agravador de desigualdades.
Propostas da CDU-Ourém (algumas e sucintas)
   Avançar, no quadro de um plano de urbanização da freguesia da Piedade, com a requalificação da “avenida” e vias de circulação no interior e circulares da cidade
   Defender a melhoria do ambiente e a salvaguarda do património cultural, nomeadamente na vila medieval
   Estabelecer relações de cooperação com o Santuário relativamente á gestão autárquica de Fátima
   Concretizar o projecto de extensão de saneamento básico a todo o concelho
   Potenciar a riqueza de uma floresta ordenada, facilitando assim a fixação das populações, com especial incidência nas freguesias do norte do Concelho.
   Apoiar a formação de associações de proprietários florestais, particularmente nas zonas mais afectadas ou com riscos de incêndios
   Reforçar a cooperação com a ZIF de Seiça (Zona de Intervenção Florestal), estimular o seu alargamento.
   Melhorar a mobilidade pedonal, nas povoações e nos caminhos para Fátima
   Acompanhar o desenvolvimento de iniciativas empresariais, nomeadamente em novas áreas de investimento
   Apoiar o movimento associativo
   Exigir a reposição das freguesias extintas, com a participação e o acordo da vontade popular, e reforçar papel das freguesias no órgão deliberativo
   Defender a gestão pública da água como bem público
   Tomar posição em favor dos serviços públicos e do acesso à saúde, à educação, à protecção social, à habitação e à mobilidade
   Valorizar a situação dos trabalhadores da autarquia
   Ponderar e rever a articulação com as empresas municipais
Na continuidade do comunicado nº 9, transcrevem-se as anteriores propostas da CDU-Ourém, pontos de referência para um programa, de que outros se arrogam mas não cumprem. Estes pontos são aspectos suspensos ou de necessária realização, alguns encetados há décadas e há mandatos sucessivos de gestões sucessivas se iniciam ou não, ficam por realizar para comporem promessas programáticas que nunca cumprem objectivos e calendários. Estes pontos serão referências para discutir com as populações e realizar em definidas linhas de forças:
uma POLÍTICA DIFERENTE
com uma ESTRATÉGIA CONCELHIA
no quadro dum ORDENAMENTO TERRITORIAL E DA FLORESTA
através de um PODER LOCAL descentralizado e democrático
exigindo uma atenção particular para o caso de FÁTIMA.
Assim se apresenta a CDU-Ourém, coerente com programas anteriores, de que se destaca o de 2009, no anunciado tempo de mudança que um participado CONGRESSO fez vislumbrar mas de que nem uma página sobrou enquanto se repetem “encomendas” de estudos a gabinetes de consultadoria exteriores, de que se não conhecem resultados.
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Com o acórdão do Tribunal Constitucional relativo ao recurso do PS estará, finalmente!, encerrado o processo pré-eleitoral. Seguir-se-á o propriamente (ou impropriamente) dito período eleitoral. Que será evidentemente muito marcado por este preâmbulo que se desejaria ver encerrado. Mas foi sendo criado um ambiente de emotividade, quase de irracionalidade, que se lamenta. O contrário do que deveria ser um tempo de informação, debate sereno, reflexão.
Com o risco de ir contra uma corrente de solidariedade alimentada por afirmações peremptórias e grandiloquentes de se estar face a uma injustiça que assentaria numa armadilhada interpretação da Lei (do que rege a nossa convivência cívica). De novo, e sempre, lamenta-se o tempo ocupado com tal questão, o que, objectivamente, desviou o debate dos temas que importa trazer ao conhecimento e discussão das populações para escolha informada e consciente de quem as deve representar. Desvio que não acontece por acaso.
Que fique claro: a CDU participa em todos os debates e qualquer interlocutor, desde que respeitadas regras e não se contribua para confundir deliberadamente.

a "minha campanha"



terça-feira, setembro 12, 2017

SOBRE NOVAS E ESPERADAS

Depois de uma madrugada/manhã de algum afã(!) motivado por novas e esperadas sobre a inelegibilidade do candidato a presidente da Câmara de Ourém pelo PS, não resisto a transcrever títulos de 2 de 9 comunicados da CDU-Ourém até agora emitidos pelos quais sou (colectivamente!) responsável:
DESAFIO INSENSATO OU HÁBIL MANOBRA -Comunicado nº 4, de 2 de Agosto
CRÓNICA DE UMA INELEGIBILIDADE ANUNCIADA (e de uma impugnação fora de tempo e para fins inconfessos) -Comunicado nº 5, de 9 de Agosto

Que, com o acórdão do TC se tenha terminado o insensato desafio, ou a hábil manobra e se comece a fazer um pouco (que seja...) de OUTRA política!

E transcrevo a lembrança trazida por um amigo que encara tudo isto seriamente e com verdadeiro amor a Ourém, seus termos e gente:

"não pode ser verdade
que tanto afã escave na insolvência."
(adélia prado, "pistas", in bagagem, lisboa, edições cotovia, 2002, p. 28.)


domingo, setembro 10, 2017

Crónica internacional

 - Edição Nº2284  -  7-9-2017

Ventos de guerra e luta pela paz

O Verão tornou mais evidentes os perigos de guerra que pairam sobre a Humanidade. A situação mundial deteriora-se, com as ameaças militares de Trump à Venezuela, Coreia do Norte e outros países; as manobras e presenças militares dos EUA/NATO nas fronteiras da Rússia e China; a fúria sancionatória generalizada; a nova escalada dos EUA no Afeganistão (com o Paquistão na mira).
Há meio século, Martin Luther King descreveu o seu país como «o maior agente de violência do Mundo». King seria assassinado pouco depois, e a violência do imperialismo norte-americano não parou de crescer, em particular após o desaparecimento do contrapeso que a União Soviética e o campo socialista representavam. Hoje, Trump ameaça o planeta inteiro com intervenções militares. Já foi assim com Obama.
As contradições estalam por toda a parte. No seio das classes dirigentes do imperialismo norte-americano há um enfrentamento feroz, que apenas se acalma em momentos de afirmação do belicismo imperialista. As relações entre EUA e as potências europeias são publicamente caracterizadas como as piores desde a II Guerra Mundial, e apenas se compõem quando se trata de provocar a Rússia e agredir outros estados e povos. A União Europeia vive em crise permanente. Tudo isto é reflexo da crise estrutural do capitalismo. Uma crise que não foi resolvida pelos apoios extraordinários ao sistema financeiro pelos estados e bancos centrais, apoios que alimentam bolhas insustentáveis (veja-se as bolsas) e um sistema financeiro já sem qualquer relação com a realidade produtiva. De cada vez que se ensaia a redução das subvenções, estremece o castelo de cartas em que se tornou o ‘sistema financeiro internacional’. As contradições generalizadas reflectem também o declínio das velhas potências imperialistas (que no caso dos EUA se arrisca a ser explosivo) face à emergência de novas potências, com destaque para a aparentemente imparável ascensão da China à posição de maior economia mundial.
As classes dominantes reagem com o aumento brutal da exploração de classe e a imposição pela violência da sua hegemonia planetária. O inevitável corolário é o crescente autoritarismo, mesmo no seio das velhas democracias burguesas, alimentado também pelo alastramento dum terrorismo misterioso, cujos alegados autores têm sempre ligação aos serviços secretos e às guerras sujas patrocinadas pelo imperialismo. O autoritarismo aumenta à medida que as políticas de empobrecimento acelerado dos povos abrem fendas no controlo ideológico sobre os povos (até nos EUA e Reino Unido).
A guerra sempre foi intrínseca ao imperialismo. Hoje, como noutras fases de crise aguda, o ‘partido da guerra global’ ganha força. Mas a guerra não é inevitávelEstá nas mãos dos povos afastar a catástrofe para onde o grande capital os conduz, erguendo-se para derrotar os senhores da guerra e da miséria. É por isso que é tão importante a solidariedade com todos quantos resistem aos ditames do imperialismo – na Venezuela e na Síria, em África e no Extremo Oriente, e também nos países do centro imperialista. A luta pela paz e a luta contra o imperialismo são cada vez mais indissociáveis. E urgentes.


Jorge Cadima 

sexta-feira, setembro 08, 2017

COMUNICADO 9




CDU – autárquicas de 2017

COMUNICADO nº 9

A semana a que se reporta este comunicado foi marcada pelo episódio da situação de insolvência do “cabeça de lista à câmara” apresentado pelo PS, pelo correspondente despacho da juíza encarregada de decidir da elegibilidade das candidaturas apresentadas, recurso desse despacho para o Tribunal Constitucional pelo mandatário do PS e pela situação criada relativamente ao agendado debate promovido por médio-tejo.in entre os “cabeças de lista à câmara”. 
Não obstante a disposição da CDU-Ourém (em plena concordância com decisões centrais) de não se imiscuir em tal questão enquanto do foro pessoal em sede de justiça e sua aplicação, as suas inevitáveis implicações políticas obrigaram a tomar posição local, nomeadamente em consequência do debate marcado para 6 e reagendado para 26 de Setembro, após a decisão sobre o recurso do TC. Do que não se pretende a vanglória mas se reivindica o contributo[1].
Lamenta-se o tempo ocupado com tal questão, o que, objectivamente, desviou o debate dos temas que importaria trazer a conhecimento das populações para escolha informada e consciente de quem as deve representar. O que não acontece por acaso ou inocentemente. A CDU participa em todos os debates com qualquer interlocutor, desde que respeitadas regras e não se contribua para confundir deliberadamente.

Entretanto, foi a Festa do Avante!. A festa do jornal do PCP, onde nos encontrámos todos. Diferentes e iguais na solidariedade à volta de um projecto comum. Militantes uns desde há décadas, independentes de organizações partidárias outros. Também alguns de outras forças políticas cujas opções não foram minadas pelos preconceitos que impediriam a convivência, pelo que estiveram em festa naquela Festa.
Depois da Festa, em que a presença de Ourém foi muito significativa e estimulante, retomou-se o trabalho (que, aliás, para alguns, nunca se interrompeu, mas tão-só passou a outras e imprescindíveis tarefas) e avançou-se com o rascunho de “miolo” de texto local para distribuir como programa. Transcreve-se a primeira parte:
Em mais umas eleições autárquicas, a CDU apresenta-se em Ourém. Como alternativa. E, como sempre, DIFERENTE das outras candidaturas!
A CDU, com verdade e transparência, está fora dos “jogos pelo poder”, sem carreirismos, está à margem de situações confusas e de aproveitamentos oportunistas. Apresenta-se, de novo, com a única intenção de representar os trabalhadores e as populações, de estimular a participação de todos na vida social. Como se pode comprovar onde o voto dos eleitores põe a sua gestão autárquica à prova. Gestão que se mostra DIFERENTE, apesar do ambiente e condicionalismos gerais.
Em Ourém é notória a ausência de uma ESTRATÉGIA concelhia. Que é reconhecida e serve de pretexto para afirmações demagógicas, para iniciativas inconsequentes, para “encomendas” a consultorias externos.
Essa indispensável definição estratégica tem de ser, também, contributo para um ORDENAMENTO TERRITORIAL E DA FLORESTA que recentes e dramáticos acontecimentos tornaram exigência urgente.
Para a CDU-Ourém, o objectivo do serviço público para melhor qualidade de vida das populações torna mais evidente a evolução demográfica e social do concelho, no quadro dum PODER LOCAL parte imprescindível de ordenamento político-administrativo.
Por integrar FÁTIMA como freguesia, o concelho de OURÉM exige uma atenção particular dada a muito específica e relevante realidade social que essa sua parcela se tornou em vários aspectos. A evolução demográfica da freguesia de Fátima, no contexto concelhio e nacional, a enormíssima quantidade de peregrinos e a população flutuante, obrigam a articulação que é leviano encarar sem exigente estudo e tratamento no âmbito do poder local e sua gestão, bem para além de aproximações turístico-económicas.
                             seguiráà

Houve FESTA!

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Ah! G'anda FESTA!

quinta-feira, setembro 07, 2017